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O PODER DA ORAÇÃO
25/2/2007 - Creuza Lealdina dos Santos – membro da IDP em Vila Velha - ES

Esdras 9: 3 - 10 e 10: 1 - 4

No livro de Esdras o agir de Deus pode ser visto na atitude do Rei Ciro, o persa, que após conquistar a Babilônia, permitiu aos Judeus que regressassem do exílio babilônico e reedificasse o templo do Senhor, mas muitos preferiram, ainda que como escravos, o conforto da Babilônica civilizada a ter de enfrentar uma terra completamente devastada e pobre.

Não obstante, os descendentes daqueles que chegaram do exílio, cerca de 80 anos antes, esqueceram-se da dedicação exclusiva exigida por Zorobabel no capítulo 4, versos 2 e 3. O povo, mais uma vez, deixou-se influenciar pela terra e suas abominações. O Senhor tinha proibido que o povo israelita contraísse matrimônio com os povos que habitavam a terra de Canaã, pois aquele era um povo idólatra. No entanto, a história comprova que Israel enfraqueceu-se ante a influência pagã. Como o antigo povo de Canaã, agora aqueles que invadiram Jerusalém tinham a mesma tendência de abominação ao Senhor.

Acerca do casamento, a Bíblia diz que se tornarão, marido e mulher, ambos, uma mesma carne. Eis a razão porque Paulo em II Cor 6:14 nos alerta contra o perigo de nos prendermos a um jugo desigual com os incrédulos, pois não há comunhão entre a luz e as trevas.
 
Esdras aparece na história a partir do capítulo 7, quando o rei persa o comissiona para ensinar e pôr em vigor a lei judaica. Esdras reuniu uma nova geração de exilados para que voltasse com ele e fez uma perigosa viagem sem escolta (Esdras 8:22).

Quase que imediatamente após a sua volta, chega a Esdras uma triste notícia: nem mesmo àqueles a quem o Senhor havia encarregado de cuidar das coisas sagradas, ou sejam, os sacerdotes e os levitas, se abstiveram da contaminação e não se separam dos povos pagãos, antes, pelo contrário, misturaram a linhagem santa com o paganismo, tomando as mulheres daquela terra para si e para seus filhos.

Naquele exato momento inicia-se o desespero de Esdras e tal fato está bem caracterizado no verso 3 do capítulo 9:

9: 3 - Quando ouvi isto rasguei a minha túnica e o meu manto e arranquei os cabelos da cabeça e da barba e me assentei atônito". Nesse ato Esdras expressa a sua dor pela degradação moral em se encontrava o povo de Deus e ali ficou prostrado em profunda meditação até o cair da tarde.

9: 5 - “Então na hora do sacrifício da tarde levantei-me da minha aflição, havendo já rasgado a minha túnica e o meu manto e me pus de joelhos e estendi as mãos para o Senhor meu Deus”,

9: 6 - “e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu Deus, porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça e a nossa culpa cresceu até o céu”.

O tremendo dessa confissão de Esdras é que ele nenhum pecado cometera. Todavia, o seu envolvimento em prol do povo era tamanho, que se traduz imediatamente na transição da sua fala na primeira pessoa do singular, para o plural. O eu da fala de Esdras se transforma em “nosso” e em “nós”.

Esdras bem poderia ter protestado; amaldiçoado o povo, mas não, preferiu enquadra-se dentro do que falou o Profeta Isaias acerca do Senhor Jesus em Isaias 53:12 e considerar-se “contado com os transgressores”, ou seja envergonhado da culpa que a nação israelita cometera.

No versículo 9, do capítulo 9, Esdras reconhece que foi o Senhor, pelas suas misericórdias, quem os tirou da servidão babilônica e, no verso 10, faz uma pergunta desesperada ao Senhor:

V.10 - “Mas agora, ó nosso Deus, que diremos depois disto?” Seguida de uma confissão: “Pois deixamos os teus mandamentos”.

O capítulo seguinte, verso 10 nos impressiona, pois “Enquanto Esdras orava e confessava, chorando prostrado diante da Casa de Deus ajuntou-se a ele de Israel uma grande congregação de homens, mulheres e crianças, pois o povo chorava com grande choro”.

A resposta de Deus foi imediata. O texto demonstra que Esdras ainda orava e o Senhor fez o povo reconhecer a sua infidelidade e também que aquele pecado não pertencia a Esdras e que ainda havia esperança para Israel, ao dizer:

Esdras 10: 4 – “Levanta-te; a ti pertence este negócio. Nós seremos contigo, portanto sê forte e age”.

A oração sincera é algo que move o coração de Deus. Foi o que aconteceu ali e também acontece nos nossos dias, pois o nosso Deus é o mesmo; NEle não há dúvida e nem sombra de mudança; Ele é o mesmo ontem, hoje e o será eternamente.

Tiago 5:16b. – “A oração de um justo é poderosa e eficaz”. 

O Senhor manda auxílio quando nós necessitamos. Mandou a Esdras e também ao profeta Elias, quando esse pensava encontrar-se sozinho ao fugir de Jezabel:

I Reis 19:18 – “Também conservei em Israel sete mil – todos os joelhos que não se dobraram a Baal e toda boca que não o beijou”.

Serve ainda de exemplo de pronta resposta à oração, o rei Ezequias. Quando esse ouviu o anúncio da sua morte através do Profeta Isaias, virou o seu rosto para a parede e chorou diante do Senhor e a resposta veio no mesmo momento, quando Isaias nem mesmo tinha cruzado os muros do palácio real:

II Reis 20: 4, 5 e 6a. – “Não havendo Isaias ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do Senhor: Volta e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Senhor Deus de teu pai Davi: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas, eu te curarei. Ao terceiro dia subirás à Casa do Senhor. Acrescentarei aos teus dias quinze anos”.

Mateus 7:7 - “Pedi e dar-se-vos-á, buscai e encontrarei, batei e abrir-se-vos-á”, são promessas do Senhor Jesus. E mais:

Mateus 21:22 – “E tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis”.

No entanto, se mesmo assim não conseguimos orar, resta-nos a ajuda do Espírito Santo.

Romanos 8:26 – “Da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas. Não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.

Romanos 8.27 - “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, por que segundo a vontade de Deus é que intercede pelos Santos”.

 
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