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APRENDER DO SENHOR, UMA NECESSIDADE
25/2/2007 - Creuza Lealdina dos Santos – membro da IDP em Vila Velha – ES

O melhor lugar para aprendizado é a escola e ninguém vai a uma escola se não necessita aprender.

Na Igreja também existem as Escolas Bíblicas para o aprendizado das leis de Deus.

No Salmo 119: 7, o salmista demonstra o seu desejo em aprender ao expressar:

Salmo 119:7 – “Louvar-te-ei com um coração reto, enquanto aprender as tuas justas leis”. Não obstante, para se aprender alguma coisa é preciso que alguém ensine.

Recentemente algo interessante aconteceu comigo. Desde a minha tenra idade acho maravilhoso ouvir pessoas cantarem sem desafinar. Fico boquiaberta diante de uma orquestra bem regida, diante de instrumentos afinados e bem tocados que parecem falar de forma tremenda. No afã de aprender, os meus hinários sempre foram com partitura. De tanto ouvir e prestar atenção, deduzia, através da partitura, quando o hino subia ou descia o tom; quando era mais lento ou mais rápido, mas sem saber de música.

Por uma necessidade em ajudar na obra do Senhor, me matriculei na escola de música, pois havia dentro de mim uma carência de aprendizado. Alguém que estudou precisaria me explicar qual a sutileza de cada símbolo que aparece na partitura. Quando lá cheguei, a maestrina perguntou-me o que eu sabia de música e eu lhe respondi: não sei nada. Ai a professora, com a candura e paciência dos mestres, começou a ensinar-me. Primeiro explicou-me o porquê de cada um daqueles símbolos, qual o seu significado; ensinou-me a diferenciar uma fermata de uma figura de silêncio; o valor de uma nota semibreve ou de uma colcheia. No entanto, durante anos tentei aprender sozinha, sem nenhum sucesso. Houve a necessidade de alguém me ensinar.

Quando ouvimos com atenção a explicação do mestre, aquilo que parecia difícil torna-se fácil para nós.

O apóstolo Paulo falando aos Corintios assim se expressou:

I Corintios 12: 28 – “A uns pôs Deus na Igreja primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”.

O que acontece em nossos dias é que a grande maioria acha que é mestre e não necessita aprender, por isso não precisa freqüentar as Escolas Bíblicas e, infelizmente, pessoas sem nenhum preparo sobem aos púlpitos das Igrejas para falarem coisas sem sentido, porque são negligentes quanto ao aprendizado. Essas mesmas pessoas são capazes de abrirem a boca para dizer que quem falará é o Senhor.
 
Sabe o que disse o Senhor Jesus a esse respeito em João 14:26? “Mas o consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”.

Ninguém lembra aquilo que não ouviu. Para que o Espírito Santo lembre, é preciso ouvir com o cuidado de um aprendiz. O que Jesus quis dizer é que o Espírito Santo lembraria aos discípulos aquilo que Ele ensinara.

De modo algum estamos falando de cultura material, pois independe se a pessoa é um doutor ou analfabeto; para o Senhor não há essa diferença. O Senhor pode usar o mais humilde, sem qualquer cultura material para falar a reis. No entanto, para que isso aconteça, ele primeiro tem que se submeter ao aprendizado das leis do Senhor. Ai sim, o Espírito Santo o fará lembrar e o Senhor o usará como instrumento.

No capítulo 8 de Atos dos Apóstolos, a partir do verso 26, quando o Espírito do Senhor ordenou a Felipe que se juntasse a carruagem do eunuco, é bom observar o perfil do eunuco, pois ele não era qualquer um. Tinha ido a Jerusalém para adorar e era um alto funcionário de Candace, rainha dos etíopes. Felipe ao correr ao lado da carruagem, ouviu que ele lia o capítulo 53 de Isaías, acerca do Senhor Jesus. Quando Felipe lhe faz a pergunta:

Atos 8: 30b – “Entendes tu o que lês?” A resposta foi surpreendente: “Como poderei entender se alguém não me ensinar? E rogou a Felipe que subisse e com ele se assentasse“.
 
Vejam que aprender as verdades bíblicas independe da posição social ou da cultura material de cada um. Um exemplo disso é o Apóstolo Paulo que antes de sair para pregar o evangelho, e esse foi o segredo do sucesso de sua carreira, ele teve que submeter-se ao aprendizado.

Atos 9:6 – “Agora levanta e entra na cidade. Lá te será dito o que convém fazer”, era a ordem clara do Senhor Jesus para Paulo. Alguém diária a ele o que tinha que fazer. 

Além daqueles que acham que não precisam aprender, existem aqueles negligentes, que tudo é prioridade, menos aprender do Senhor.
 
Nesse sentido, o sermão que o Senhor Jesus começa a partir do verso 25, do capítulo 6 do Evangelho de Mateus, tem a seguinte advertência:

Mateus 6:25 - “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir”. E faz uma pergunta interessante: “Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário?”

A expressão “não andeis ansiosos” denota uma preocupação exacerbada com coisas capazes de causar ansiedade, estresse ou pressão psicológica.

Assim, o Senhor Jesus nos faz um alerta no verso 33, de Mateus 6: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Ao invés de preocupação exagerada com bens materiais, nossa ambição deve ser buscar, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça. Ele comprometeu-se a responder com fidelidade: “e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Na expressão “buscai primeiro o reino de Deus” Jesus nos mostra a verdadeira escala de valores: o corpo vale mais do que seu vestuário; a vida vale mais do que a comida que a sustenta e, acima de todas essas coisas terrenas está a comunhão espiritual com Deus.

Romanos. 8:32 – Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele todas as coisas?

Quantos de nós um dia já oramos: “Senhor eu preciso de uma casa para morar; preciso sair do aluguel; preciso conseguir um lugar descente que seja meu”. No entanto, quando o Senhor, pela Sua infinita misericórdia, responde, essa mesma pessoa deixa de lado os estudos bíblicos e as Escolas Dominicais para limpar e arrumar a casa que pediu ao Senhor. O que não podemos esquecer é que o Senhor nos dá livre arbítrio para traçarmos nossas prioridades. No entanto, se a nossa casa nos atrapalha servir ao Senhor, Ele poderá deixar-nos sem ela.

Ou será que algum dia alguém orou da seguinte forma: “Senhor o meu armário está vazio; meus filhos estão sem roupa; por misericórdia, dá-me trabalho e dê trabalho também ao meu marido”, mas hoje negligencia a Escola Bíblica Dominical para lavar a roupa, pois trabalhou fora durante toda a semana e só tem o domingo para fazer tudo. O grande perigo está em brincarmos com Deus, pois Ele pode tirar o nosso emprego e não mais termos roupas para lavar, já que nosso guarda-roupa poderá tornar-se vazio.

Ou alguém diz: domingo é o único dia que posso almoçar com toda a minha família. É o dia no qual o meu marido está em casa, como também os meus filhos ou, ainda, tenho que fazer um almoço melhor, esquecendo-se que o almoço só será melhor se Deus encher a nossa despensa. Todavia, essa mesma despensa poderá ficar vazia, em razão de nosso descaso para com Deus.

Não precisamos saber qual a desculpa que cada um está dando para não freqüentar os estudos bíblicos, mas mesmo que seja aquela “peladinha” com os amigos no domingo, que nada tem de errado ou pecado em participar. Não obstante, temos que ter cuidado: Deus poderá tocar nas nossas pernas de modo a não mais podermos nos locomover sem ajuda de terceiros. Nesse caso, a culpa não será da pelada, mas sim de nossa negligência para com as coisas santas. O aprendizado do Senhor é Santo!
Temos que dar ao Senhor Deus a posição central de nossas vidas, para gozarmos do Seu cuidado onipotente e eterno, pois só Ele é capaz de garantir aquilo que a nossa preocupação não pode cuidar.

Aqui fica também o alerta aos mestres: Aqueles que lecionam têm que estudar para ensinar. Quem ensina as leis do Senhor, o faz para transformar vidas para Ele.

 
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